terça-feira, 27 de setembro de 2011

EXERCÍCIO DE PRONOMES DEMOSTRATIVOS

Agora é hora de você treinar o que aprendeu.
Vamos lá!

Empregue nos exercício a seguir o pronome demonstrativo adequado:

1-    Tenho sempre lembranças disto eu o amo e sempre o amarei. (disto, disso)

2-     Por que você esta usando essa       calça rasgada? (esta, essa )

3-    Como são difíceis     estes       dias que estamos atravessando! ( estes, esse).

4-     O perdão e a vingança se opõem frontalmente:       esta      degrada os homens; aquele        os eleva. (esse, esta).

5-    Qual o manequim desse vestido que você está usando (deste, desse).

6-     Senhor presidente: em resposta ao ofício nº 5/92     dessa presidência , peço vênia para esclarecer que   esta   divisão que me cabe dirigir não pode ser responsabilizada por todas    essas    irregularidades a que V.Exa.  se refere. ( desta, dessa , esta, essa, estas, essas).

7-     Este mês em que estamos esta passando rápido. ( este, esse)

8-    Você disse que vai viajar em março para o Rio Grande do Sul      este    mês também é de chuva lá   naquele    Estado/ ( este, neste, nesse, naquele)

9-    Será que ninguém   desta  casa entende?  (desta, dessa)

10- Má escavação causa influencia na gengiva e    isso    todos deveriam saber. ( isto, isso)
1.    Complete estas frases com os pronomes demonstrativos adequados; se necessário, use-os combinados  com proposições.


a)    Este pincel que tenho em minhas mãos pertenceu a um famoso pintor brasileiro.

b)    Por que você anda sempre com essas mãos enfiadas nos bolsos?

c)    Vejo * que tenho * sacola: são  laranjas que colhi * pomar ali adiante .

d)    Você esta vendo aquele grupo de rapazes lá do outro lado da praça?

e)    Por favor, traga-me esse pacote que está ai do seu lado.

f)     Por favor, ajude-me a carregar este pacote aqui.

g)    Por favor, ajude-me a trazer até aqui aqueles pacotes que estão na outra sala.

2.    Nestas frases, os pronomes demonstrativos e suas combinações retomam ou antecipam termos, complete-as

a)    A única verdade é essa: ele foi responsável pelo acidente.

b)     Apesar de ter sido o responsável pelo acidente, ele nunca reconheceu aquele fato.


c)    Compramos um programa capaz de gerenciar os dados armazenados em nosso micro. Um programa este é indispensável ao bom desempenho do equipamento.

d)    Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade falam em de perto ao meu coração: isto, pela inquietude de lucidez: isso, pela feliz simplicidade de sua expressão.

TIPOLOGIA TEXTUAL

Narração: Desenvolvimento de ações. Tempo em andamento.

Narrar é contar uma história. A narração é uma seqüência de ações que se desenvolve na linha do tempo, umas após outras. Toda ação pressupõe a existência de uma personagem  o que a pratica em  determinado momento em um determinado lugar, por isso temos quatro dos seis componentes fundamentais de um emissor ou narrador se serve para criar um ato narrativo: personagem, ação, espaço, e tempo em desenvolvimento. Os outros dois da narrativa são: narrador e enredo ou  trama.

A narração envolve:
I. Quem? Personagem
II. Quê? Fatos, enredo
III. Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos
IV. Onde? O lugar da ocorrência
V. Como? O modo como se desenvolveu os acontecimentos
VI. Por quê? A causa dos acontecimentos

DESCRIÇÃO: Retrato através de palavras Tempo estático.

Descrever é pintar um quadro, retratar um objeto, um personagem, um ambiente. O ato descritivo difere do narrativo, fundamentalmente,  por não se preocupar com a seqüência de ações, com sucessão dos momentos,com o desenrolar do tempo. A descrição encara um ou vários objetos , um ou vários personagens, uma ou várias ações, em um determinado momento, em um mesmo instante e em um fração  da linha cronológica. É a foto de um instante.

 A descrição pode ser estática ou dinâmica.
 A descrição estática não envolve ação. Ex: Uma velha gorda e suja.

    A descrição dinâmica apresenta um conjunto de ações concomitantes, isto é, um conjunto de ações que acontecem todas ao mesmo tempo, como uma fotografia.

DISSERTAÇÃO: Desenvolvimento de idéias. Temporais/Atemporais.

Dissertar diz respeito ao desenvolvimento de idéias, de juízos, de pensamentos de raciocínio sobre um assunto ou tema.
Quase sempre os textos quer literários, quer científicos, não se limitam a ser puramente  descritivos, narrativos ou dissertativos.
Normalmente um texto é um complexo uma composição, uma redação, onde se misturam aspectos descritivos, com momentos narrativos e dissertativos e, para classificá-los como narração, dissertação ou descrição, procure observar qual o componente predominante.

Dissertação: dissertar é apresentar idéias, analisá-las, é estabelecer um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, narrar ou descrever, é necessário explorar e explicar. O raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante será o desempenho.





    
Produção de texto

Tipologia textual – Exercício

Numere os parágrafos a seguir, identificando o tipo de redação apresentada:
(1)  Descrição  (2) narração  (3) dissertação
( 2 ) O rapaz, depois de estacionar seu automóvel em um posto de gasolina daquela rodovia, perguntou a um funcionário onde ficava a cidade mais próxima. Ele respondeu que havia um vilarejo a dez quilômetros dali.
( 2 )  O rapaz, depois de estacionar o seu automóvel em um pequeno posto de gasolina daquela rodovia perguntou:
_ Onde fica a cidade mais próxima?
_ Há um vilarejo a dez quilômetros daqui – respondeu o funcionário.
( 1 ) Nas proximidades deste pequeno vilarejo, existe uma chácara de beleza incalculável. Ao centro avista-se um lago de águas cristalinas. Através delas, vemos dança rodopiante dos pequenos peixes. Em volta desse lago pairam, imponentes árvores seculares que parecem testemunhas vivas de tantas histórias que se sucederam pelas gerações. A relva, brilhando ao sol, estende-se por todo aquele local, imprimindo á paisagem um clima de tranqüilidade e aconchego.
( 3 ) Acreditamos firmemente que só o esforço conjunto de toda a nação brasileira conseguira vencer os gravíssimos problemas econômicos, por todos há muito conhecidos. Quaisquer mediadas econômicas, por si só, não são capazes de alterar a realidade, se as autoridades que as elaboram não contarem com o apoio da opinião pública em uma comunidade de cidadãos conscientes.
( 2 ) As crianças sabiam que a presença daquele cachorro vira-lata em seu apartamento seria algo das mais rigorosa censura de sua mãe. Não tinha qualquer cabimento: um apartamento tão pequeno que mal acolhia Álvaro, Alberto e Anita, além de seus pais, ainda tinha de dar abrigo a um cãozinho! Os meninos esconderam o animal em um armário próximo ao corredor e ficaram senados na sala à espera dos acontecimentos. No fim da tarde a mãe chegou do trabalho. Não tardou em descobrir o intruso e a expulsa-lo, sob os olhares aflitos de seus filhos.
( 1 ) Joaquim trabalhava em um escritório que ficava no 12º andar de um edifício da Avenida Paulista. De La avistava todos os dias a movimentação incessante dos transeuntes, os freqüentes congestionamento dos automóveis e a beleza das arrojadas construções que se sucediam do outro lado da avenida. Estes prédios moderníssimos alternavam-se com majestosas mansões antigas. O presente e o passado ali se combinavam e, contemplando aquelas mansões, podia-se, por alto, imaginar o que fora, nos tempos de outrora, a paisagem desta mesma avenida, hoje tão modificada pela ação do progresso.
( 3 ) Diziam as pessoas ligadas ao estudo da Ecologia que são incalculáveis  os danos que o homem vem causando ao meio ambiente. O desmatamento de grandes extensões de terra, transformando-as em verdadeiras regiões desérticas, os efeitos nocivos da poluição e a matança de indiscriminada de muitas espécies são apenas alguns dos aspectos a serem mencionados. Os que se preocupam com a sobrevivência e o bem-estar das futuras gerações temem que a ambição desmedida do homem acabe por tornar esta terá inabitável.
( 2 ) o candidato a vaga de administrados entrou no escritório onde iria ser entrevistado . Ele se sentia inseguro, apesar de ter um bom currículo, mas sempre se sentia assim quando estava por ser testado. O dono da firma entrou, sentou-se com ar de extrema seriedade e começou a lhe fazer as perguntas mais variadas. Aquele interrogatório parecia interminável. Porem, toda aquela sensação desagradável dissipou-se quando ele foi informando de que o lugar era seu.
( 2 ) Estava parado no ponto de ônibus, quando vi, um rapaz que caminhava lentamente pela rua. Ele tropeçou em um pacote embrulhado em jornais. Observei que ele pegou com todo o cuidado, abriu-o e viu, surpreso que ali havia uma grande quantia em dinheiro.
( 1 ) O objeto tem o formato semelhante ao de uma torre de igreja. É constituído por um único fio metálico que, dando duas volta sobre si mesmo, assume a configuração de dois desenhos ( um dentro do outro), cada um deles apresenta uma forma especifica. Essa forma é composta por duas figuras geométricas: um retângulo cujo lado maior apresenta aproximadamente três centímetros  e um lado menos de cerca de um centímetro e meio;  um dos seus lados menores é, ao mesmo tempo, a base de um triangulo eqüilátero, o que acaba por torná-lo um objeto ligeiramente   pontiagudo.
( 3 ) A televisão aliena o homem por requisitá-lo inteiramente para si, uma vez que as informações que traz são bombardeadas em frações de segundos, não permitindo o menor desvio de sua atenção e nem uma reflexão mais aprofundada devido à rapidez e quantidade de informações.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TEXTO: UM APÓLOGO


Machado de Assis


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.